Postado em 20 de setembro de 2011
Um dia desses, enquanto arrumava meu guarda-roupa, encontrei no fundo da gaveta um diário.Um diário de quando eu carregava a timidez e o medo comigo.Abri na última página:não havia nada escrito, apenas um coração torto.Eu ri.Sim, era o meu primeiro amor.Tentei me lembrar do cara por quem eu havia me apaixonado.A única coisa que me veio na lembrança foi aquela noite.Ainda lembro como se fosse hoje: eu tentava pedir explicações do por que ele não me ligava mais, nem mandava uma mensagem sequer.Ainda me vejo com 12 anos e vasculhando todos os perfis dele pra ver se encontrava a razão dessa insegurança.Um nó na garganta e um frio na barriga me acompanhou quando ele me disse que não dava mais.Nós mal tínhamos começado, como ele queria terminar tudo assim?Lembro que não chorei, não senti.Muita coisa pra uma garota de 12 anos não acham?Hoje, com 15 anos,ainda carrego um pouco daquela timidez, só que sem medo do escuro ou do bicho-papão.Meus medos agora são diferentes, mais maduros.Não me vejo como todo mundo.Às vezes, eu tranco o quarto e me fecho.Enjoo rápido das coisas e das pessoas, talvez isso seja o meu maior defeito.Sou volúvel.Tenho uma TPM insuportável.Mas não, essa ainda não sou.E lendo esse texto, você provavelmente encontraria outro adjetivo pra mim: egocentrismo.
Talvez isso não seja motivo pra se construir um texto.Não pra você.Talvez isso não faça sentido.Opa, encontramos outro adjetivo: duvidosa.As pessoas sempre me perguntavam como eu me definia.Nunca sabia o que dizer.Se você não percebeu, ao longo desse texto, em todo momento, você encontrou definições pra mim.
Isso, encontramos a resposta: eu prefiro que as pessoas me definam.Mas nunca, nunca, deixei que a opinião dessas pessoas me fizessem mudar.Você deveria fazer o mesmo.Você deveria se curar.Curar do egoísmo, da inveja, da mentira...Eu sei, leva tempo.Olhe só, aprendemos mais uma coisa: nada na vida é fácil, tudo exige persistência e esforço.
.Lembra do carinha no começo do texto?Ele nunca vai saber que escrevi sobre ele.E se visse ele hoje, aqui na minha frente, eu diria: "Muito obrigada, carinha que me fez sofrer.Você me ajudou a ser o que sou."
Mylena Samantha







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